Guto Rocha
De Londrina
O balanço do mês de setembro do Banestado deve fechar com saldo positivo, o primeiro resultado favorável do ano. O presidente do banco, Reinhold Stephanes disse ontem em Londrina que o patrimônio líquido da instituição deve alcançar os R$ 280 milhões. ‘‘O Banestado passa por uma fase boa após a reestruturação e o saneamento financeiro. O nosso colchão de liquidez (reservas) soma R$ 400 milhões’’, afirmou. Stephanes esteve em Londrina, onde visitou o presidente do Conselho Administrativo da Folha, João Milanez.
Stephanes disse que, aliado à reestruturação pela qual o banco passou, o saneamento concluiu a primeira parte do ‘‘ritual técnico-jurídico’’ que a instituição tem de cumprir antes do processo de privatização. Os resultados desta primeira etapa, segundo ele, são positivos. Ele afirma que como resultados foram abertas 30 mil novas contas de poupança e o volume de depósitos cresceram 20% nos últimos quatro meses.
Com a reestruturação, o banco demitiu dois mil funcionários pelo Plano de Demissão Voluntária, fechou 14 agência e recuperou outras 28. Hoje o Banestado conta com 7,8 mil funcionários, 380 agências e 200 postos de serviço. ‘‘Agora estamos no padrão dos outros bancos o que nos garante competitividade no mercado’’, afirmou.
Para manter a competitividade, Stephanes afirmou que o Banestado implantou o Plano de Gestão Estratégica. Ele observou que o banco tem dois pontos favoráveis para se manter nesta posição: a credibilidade da instituição ‘‘há quase 80 anos’’ no Paraná e o quadro de funcionários, ‘‘que gostam do banco onde trabalham’’.
Privatização Stephanes afirmou que o processo de licitação que vai escolher as empresas que farão avaliação e acompanhamento da privatização deve ficar no final deste mês. Três empresas participam da licitação. A CCF Francesa deverá ser a empresa que irá avaliar o preço do banco no mercado. A norte-americana Goldman Sacs e o consócio liderado pelo Banco Fator disputam a vaga da empresa que irá fazer a preparação da venda da instituição. Ele acredita, no entato, que o processo de privatização deve se iniciar pelo menos daqui a um ano.
Segundo Stephanes, além das questões técnicas, a privatização do Banestado também está ligada à venda do Banespa. Ele observou que por uma questão estratégica, a venda do Banestado deverá ocorrer após o leilão do banco paulista. ‘‘É que os interessados em comprar o Banespa são basicamente os mesmos bancos que irão disputar o Banestado’’, disse.
O presidente do Banestado afirma que o processo de privatização e irreversível, apesar das posições contrária ao processo. ‘‘A privatização é um compromisso do governador Jaime Lerner. Mas não há dúvida que o sentimento paranista em relação ao Banestado será de tristeza’’, comentou.Presidente do banco, Reinhold Stephanes, diz que banco já cumpriu a primeira parte das exigências para a privatização
Paulo WolfgangEM REESTRUTURAÇÃOStephanes: ‘‘O Banestado passa por uma fase boa. Nossas reservas somam R$ 400 milhões’’

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