Banestado quer recuperar os créditos atrasados
PUBLICAÇÃO
domingo, 14 de março de 1999
Da Redação 
O Banestado vai adotar postura agressiva para cobrar os devedores. Pretende recuperar, até junho, R$ 10 milhões em créditos atrasados. Segundo o presidente do banco, Reinhold Stephanes, a estratégia inicial inclui a tentativa de renegociar os débitos. Quem não atender ao chamado do banco, será acionado judicialmente, garantiu.
A cobrança das dívidas é um dos itens que constam do programa de preparação do banco para a privatização. Em contrapartida, a administração central do Banestado também está passando por um processo de enxugamento da administração central. As diretorias passaram de 13 para sete; as divisões, de 23 para 18; e os departamentos, de 55 para 39. Somados os cortes nas empresas coligadas, a redução da estrutura do conglomerado chega a 50%, o que garante maior agilidade na tomada de decisões.
EnxugamentoO Termo de Compromisso de Gestão, documento que relaciona as políticas definidas para enxugar o banco e as metas que devem ser atingidas, será entregue hoje ao Banco Central pelo vice-presidente executivo e diretor de Reestruturação e Privatização do Banestado, José Evangelista de Souza. Ele disse que o Plano de Demissões Voluntárias (PDV), que deverá alcançar até 2 mil funcionários de um total de 10 mil, está em fase final de conclusão.
Hoje terminam as entrevistas com os representantes das empresas Goldman Sachs, Banco Pactual, Lehmann Brothers, Brascan, Paribas e Morgan Stanley. As seis empresas, todas com atuação em assessoria e consultoria empresarial, estão enviando técnicos a Curitiba para dar informações e fornecer subsídios sobre a condução do saneamento do Banestado.
Esses técnicos estão sendo ouvidos de dois em dois, desde a última quinta-feira, por uma comissão de seis técnicos indicados pelo Banestado, Secretaria da Fazenda e Procuradoria-Geral do Estado. O grupo foi encarregado de elaborar um parecer com as informações colhidas. O documento será entregue à diretoria do banco até o início da próxima semana.
A intenção é aproveitar a experiência acumulada pelas seis empresas no campo da privatização. Não há compromisso de contratação de nenhuma delas. Os dados simplesmente vão auxiliar a diretoria do Banestado a adotar os melhores procedimentos para a venda do banco e a escolher o adviser - instituição que fará a modelagem do processo.


