Banestado propõe reajuste de 5% em julho para os funcionários
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quinta-feira, 20 de novembro de 1997
Carmem Murara Curitiba 
Kraw PenasManifestaçãoFuncionários do Banestado fazem protesto na entrada da sede administrativa do banco em CuritibaOs funcionários do Banestado devem ter reajuste salarial de 5% em julho de 98. A proposta foi apresentada ontem pelo presidente do banco, Manoel Garcia Cid, durante negociação com os bancários que organizaram ontem uma manifestação em frente à sede administrativa da instituição. O protesto teve a participação de cerca de 1,5 mil funcionários que atuam no setor administrativo.
Durante toda a manhã, eles ficaram concentrados no meio da rua em frente aos portões do banco. Ninguém conseguiu entrar, nem mesmo o presidente do banco. Neco Garcia teve que deixar seu carro estacionado na rua e foi trabalhar a pé. Em seguida, ele chamou uma comissão de funcionários para negociar a reposição salarial. A proposta feita pela diretoria do banco vai ser analisada hoje à noite em uma assembléia dos bancários.
Além do reajuste, o banco concorda em dar dois abonos salariais, um em janeiro e o outro em maio. O primeiro abono seria de 40% do salário individual de um funcionário e o segundo de 20%. O banco propõe ainda dar um bloco a mais de vale-alimentação no mês de dezembro, o que representa um acréscimo de R$ 130,00 ao salário.
A proposta oferecida pelo Banestado é inferior à reivindicação dos bancários, mas foi considerada um avanço em relação à oferta anterior. A primeira proposta não previa qualquer reajuste salarial, apenas um abono de R$ 413,00 a ser pago em dezembro e um bloco de vale-alimentação.
O sindicato da categoria pede que o Banestado cumpra o acordo coletivo de trabalho, assinado no mês passado pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Apenas o Banestado e o Banco do Brasil não assinaram o acordo, que deu 5% de reajuste retroativo a outubro, além de 80% sobre o salário individual mais R$ 300,00 como participação nos lucros e resultados das empresas.
O presidente do Sindicato dos Bancários, Pedro Eugênio Leite, concordou que houve um avanço nas negociações. A proposta melhorou, mas quem vai decidir se aceita ou não o reajuste só em julho é a categoria, afirmou Leite. Como estão abertas as negociações com o banco, a possibilidade de os bancários entrar em greve é pequena, admitiu.
O protesto dos bancários terminou por volta do meio-dia, quando os portões foram liberados e os funcionários puderam retornar ao trabalho. A manifestação foi acompanhada de perto pela Polícia Militar, que colocou nove viaturas e 20 policiais para fazer a segurança.


