Banestado pode demitir celetistas
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quinta-feira, 02 de abril de 1998
Carmem Murara 
O Sindicato dos Bancários de Curitiba fez ontem assembléia com funcionários do Banestado para discutir o processo de privatização do banco. O sindicato é contrário a venda do banco para a iniciativa privada devido às demissões que vão ocorrer. Até a data do leilão, o governo do Estado precisa cortar 3 mil funcionários do total de 10 mil. Não está descartada a demissão sem justa causa.
A princípio, o Banestado tem intenção de estimular os bancários a aderirem ao Programa de Demissão Voluntária, que foi reativado. Mas caso não haja adesão, será necessário fazer o corte de funcionários que trabalham no regime celetista. Membros da diretoria estudam demitir mesmo sem justa causa. Eles defendem que essa medida, apesar de mais drástica, custaria menos. O Banestado já consultou o Ministério do Trabalho para saber se poderia demitir os celetistas.
O Banco Central emprestou ao governo do Estado R$ 300 milhões, que devem ser aplicados no programa de redução de funcionários. O dinheiro faz parte dos R$ 2,6 bilhões que serão utilizados para o saneamento do banco. O restante dos recursos é para pagamento de dívidas pendentes e para livrar o Banestado do sistema interbancário, no qual capta R$ 700 milhões para fechar as operações diárias.
O Sindicato dos Bancários faz parte do Comitê em Defesa do Banestado.


