Banestado oferece o Del Paraná
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 10 de dezembro de 1998
Carmem Murara 
O Banestado publica hoje, em alguns jornais de circulação nacional, fato relevante que oferece a compra do controle acionário do Banco del Paraná a empresas ou grupos interessados. O comunicado é uma exigência legal que tem de ser adotada para que se possa fazer a alienação das ações. A previsão inicial da diretoria do Banestado era vender o banco paraguaio até o final do ano, mas a data poderá ser prorrogada. A venda é uma exigência do Banco Central como parte do processo de saneamento do Banestado.
O fato relevante orienta os interessados na compra a procurar o Banestado para obter todas as informações necessárias sobre o Del Paraná. Os possíveis compradores terão acesso aos números referentes à contabilidade do banco e também ao preço mínimo estimado das ações que o Banestado tem no Del Paraná.
Hoje, o Banestado tem o controle acionário da instituição, o que representa 75,49% das ações com direito a voto. O restante está nas mãos de investidores paraguaios. A intenção do governo do Estado - sócio majoritário do Banestado e por consequência do Del Paraná - é se desfazer da totalidade das ações do banco.
Estudo feito pela empresa de consultoria Ernst & Young avaliou que o controle do Banestado no Del Paraná tem um valor estimado em US$ 15 milhões, sendo que todo o banco tem um patrimônio líquido de US$ 20 milhões. O banco, que já foi alvo de várias denúncias de fraudes e corrupção, hoje se orgulha de ser lucrativo. No ano passado, o Del Paraná fechou seu balanço com um resultado positivo de US$ 2,8 milhões, sendo que metade do dinheiro foi usada para pagar dívidas vencidas.
A venda do Del Paraná está condicionada ainda a um parecer do Tribunal de Contas, que indicará qual a melhor forma de negociar o banco paraguaio. O presidente do Banestado, Manoel Garcia Cid (Neco Garcia), disse que seria melhor vender as ações no Paraguai, enquanto o Tribunal de Contas entende ser melhor a venda no Brasil. Com base no resultado dessa consulta que fizemos ao tribunal, vamos definir o processo de venda, afirmou.


