Arquivo FolhaEm negociaçãoO presidente do Banestado, Neco Garcia Cid: ‘‘Ainda é cedo para falar nos possíveis parceiros’’O Banestado está a procura de uma instituição financeira internacional para comprar a Banestado Leasing. A intenção é passar o controle acionário da empresa, que hoje é administrada pelo banco. A negociação nos Estados Unidos está sob o comando do chefe de gabinete do Banestado, Jayme Lima. Na semana passada, ele e o presidente do Banestado, Manoel Garcia Cid, viajaram para Nova York. Neco Garcia retornou ontem da viagem e disse estar confiante que o negócio poderá sair.
A entrada de um investimento internacional na Leasing é uma alternativa para remodelar a estrutura da empresa. O Banco Central exigiu que o governo do Estado deixe de administrar a subsidiária. O projeto inicial do Banestado era transformar a Leasing em uma divisão dentro do banco, mas a proposta de atrair uma empresa estrangeira ganhou força.
Segundo Neco Garcia, o Banestado já encontrou interessados na aquisição da Leasing, mas os nomes estão sendo mantidos em sigilo para não atrapalhar nas negociações. ‘‘Ainda é cedo para falar nos possíveis parceiros’’, afirmou o presidente do banco. Ele negou que haja negociação avançada com o Banco de Boston para a venda da Leasing, como foi ventilado ontem.
As parceiras que estão sendo sondadas para comprar a Leasing receberam o relatório sobre a empresa e os dados de quanto a Leasing tem em carteira. Por enquanto, o Banestado está negociando apenas com as empresas norte-americanas.
Neco Garcia adiantou que o investidor internacional ficará responsável pela administração da Leasing. ‘‘Nós sairíamos da administração, mas continuaríamos como parceiros’’, afirmou. Ele disse que a operação permitiria que o Banestado cumprisse uma das exigências do Banco Central, que é a de enxugar a estrutura bancária. Seria possível reduzir uma das sete diretorias que precisam ser cortadas. Hoje, há 19 diretorias. A redução precisa chegar a 12.
O Banestado aposta na parceria internacional, pois há maior opção de empresas interessadas. ‘‘A maioria dos bancos nacionais já tem a sua própria leasing, por isso é mais fácil atrair uma empresa estrangeira’’, afirmou.
Como chamariz para atrair um comprador, o Banestado aposta no Mercosul. ‘‘É a oportunidade da empresa de fora entrar no Mercosul’’, disse Neco Garcia. O Banestado é o único banco da região sul que tem uma extensão no Paraguai, através do Banco del Paraná. A extensão paraguaia do Banestado teve um lucro aproximado de US$ 3 milhões no ano passado.

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