Banestado muda chefia de coligadas
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quarta-feira, 03 de fevereiro de 1999
Carmem Murara 
O Banestado começou ontem o processo de substituição de diretores e presidentes das empresas coligadas como a Corretora e a Leasing. O nome dos substitutos deve ser anunciado hoje pelo presidente do banco Reinhold Stephanes. Na tarde de ontem, Stephanes se encontrou com os superintendentes regionais do banco para comunicar a extinção da Coordenadoria das Superintendências no Estado.
Stephanes havia prometido para a tarde de ontem os nomes dos novos presidentes da Corretora e da Leasing. Mas até o início da noite não havia confirmação de quem ocuparia as duas funções, consideradas pontos nevrálgicos dentro do banco, devido às operações feitas no mercado financeiro e que se transformaram em casos de desvio de dinheiro ou compra de títulos podres, conforme apurou o Ministério Público. O ex-ministro da Previdência exigiu que os presidentes destas duas empresas fossem indicados pela nova equipe que assumiu o Banestado.
A especulação feita por diretores do próprio Banestado sinalizava que o gerente da agência da Marechal Deodoro, Everton Distephano Ribeiro, assumiria a Corretora e o diretor Luis Sérgio Molinari administraria a Leasing. As duas informações não foram confirmadas pela assessoria do banco.
O presidente do Banestado espera para hoje, ou no máximo para amanhã, a liberação dos recursos do Banco Central para o sanemento. Se o dinheiro não vier, o Evangelista (José Evangelista de Souza, diretor de Privatização e Reestruturação) fará plantão em Brasília, disse Stephanes. O total de R$ 4,5 bilhões será liberado em formas de títulos federais para preparar o banco para a privatização. Serão R$ 2,55 bilhões para a capitalização de dinheiro, R$ 1,2 bilhão para aquisição de ativos, R$ 253 milhões para a Fundação Banestado, R$ 100 milhões para a Agência de Fomento. O restante é a correção monetária e ainda a contrapartida do Estado, que precisa comprar do Banestado os precatórios adquiridos de Alagoas, Pernambuco, Santa Catarina, Guarulhos e Osasco. Os títulos somam R$ 350 milhões. Para comprá-los o Banco Central exigiu que houvesse uma garantia de pagamento, que será as ações da Copel.


