Curitiba - O lucro líquido do Banestado - banco paranaense privatizado e comprado pelo Itaú em outubro de 2000 - fechou em R$ 157 milhões no ano passado. A rentabilidade correspondente foi de 26,6% sobre o patrimônio líquido consolidado, de R$ 593 milhões. Os números constam do balanço patrimonial de 2001, publicado ontem pelo conselho de administração do banco.
O resultado é 100 vezes maior que o apurado em 2000, quando o lucro ficou em R$ 1,398 milhão. O desempenho foi baixo devido ao processo de saneamento do banco com vistas à privatização. Conforme os dados apresentados, o lucro líquido por lote de ações em 2001 foi de R$ 238,52. O valor patrimonial do lote de ações atingiu R$ 897,78.
Os ativos, no período, somaram R$ 3,63 bilhões. A carteira de crédito totalizou R$ 1,5 bilhão. A rede de distribuição do Banestado é composta por 127 agências, quatro postos de atendimento bancário e 113 caixas eletrônicos, além da rede de auto-atendimento do Itaú (mais de 13 mil unidades).
O Banestado tem hoje 1.308 funcionários. Desde que foi arrematado em leilão pelo Itaú (por R$ 1,625 bilhão, com ágio de 300% sobre o preço mínimo), foram demitidos cerca de 5 mil funcionários, de acordo com levantamento da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito (Fetec).
A rede de agências do Banestado está sendo integrada a do banco paulista, num processo que trará ganho de produtividade segundo a administração do Itaú. O parecer dos auditores independentes que avaliaram o desempenho do banco - a Price Water House Coopers - afirma que as demonstrações estão de acordo com os princípios contábeis previstos na legislação societária brasileira.

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