Banestado libera bens dos produtores
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quinta-feira, 31 de dezembro de 1998
Vânia Casado 
O fim do protesto dos bataticultores, que acamparam com caminhões e máquinas agrícolas em frente ao Palácio Iguaçu, poderá ser decidido hoje. Ontem os agricultores tiveram uma das reivindicações atendida, a liberação de tratores, caminhões e até um automóvel Gol que estavam apreendidos pelo Banestado. Agora, eles querem um compromisso por escrito para que tenham acesso à Justiça gratuita para revisão dos cálculos de suas dívidas ou que o programa de saneamento será realmente feito, disse Iolando Wojcki, líder do movimento.
A liberação dos bens, que foram executados em garantia até o pagamento das dívidas, foi assinada pelo juiz da Lapa, em atendimento ao pedido do desembargador Darcy Nasser de Mello, vice-presidente do Tribunal de Justiça, que recebeu os agricultores na terça-feira. Ele disse que ia agilizar a liberação dos bens, enquanto se estuda outra forma de quitação dos débitos. Em seguida, tranquilizou os produtores dizendo que no mês de janeiro a Justiça entra em recesso, coincidindo com o período necessário para se estabelecer um programa de saneamento.
O diretor da Secretaria da Agricultura, Norberto Ortigara, propôs o estudo de um programa de saneamento das dívidas dos 23 agricultores envolvidos no movimento. Ele deixou claro aos agricultores, que este programa ainda terá de ser elaborado por ele que vai apresentar o projeto ao secretário em janeiro. Ortigara antecipou que o programa de saneamento poderá envolver a renegociação das dívidas pela Seab junto aos bancos, Banco do Brasil e Banestado.
Ortigara disse que a Seab reconhece a situação difícil dos agricultores e está lutando para mudar esta situação. Uma das formas é fazer recálculo das dívidas junto aos bancos como estão pedindo os agricultores. A dívida dos agricultores está avaliada em R$ 40 mil, em média, cada um.


