Banestado corta três diretorias
PUBLICAÇÃO
sábado, 07 de novembro de 1998
Carmem Murara 
O Banestado deu ontem mais um passo no processo de ajuste e enxugamento de sua estrutura para a privatização, que está marcada para ocorrer até o dia 31 de julho do próximo ano. A presidência do banco confirmou que foram extintas as diretorias de Crédito Rural, Operações Internacionais e Controle de Recuperação de Crédito. As funções que cabiam a cada um desses setores do banco passam para a administração da Diretoria de Operações, que será comandada pelo diretor Gabriel Nunes Pires.
O corte de diretorias foi uma determinação do Banco Central, que exigiu do governo do Estado um banco enxuto para a venda à iniciativa privada. À medida em que o Banestado fizer a redução de sua estrutura, haverá maior facilidade na liberação dos recursos para o saneamento. Os diretores Hélio Passoto (Crédito Rural) e Osvaldo Batata (Operações) serão remanejados para outras funções. As diretorias de Recuperação de Crédito e Operações Internacionais já estavam sem diretor.
Por enquanto, o programa de saneamento do Banestado está emperrado no Banco Central. A previsão feita por uma fonte do governo do Estado era de que a Secretaria da Fazenda encaminharia ontem, ao BC, os últimos documentos que faltavam para dar andamento à liberação de R$ 3,7 bilhões de um total de R$ 4,1 bilhões que serão necessários para o banco zerar seus débitos e operações negativas. Assim que receber a documentação da Secretaria da Fazenda, o Banco Central fará uma análise dos balancetes e encaminhará os papéis para a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).


