SÃO PAULO - O Banespa pretende demitir 5 mil dos 29 mil funcionários até o próximo dia 31. O banco, sob intervenção do Banco Central, implantou ontem o Programa de Demissões Voluntárias (PDV). Quem desejar se demitir nos dias 2, 10 e 30 de abril deve se inscrever no PDV até o dia 14 próximo; quem sair até 9 de maio ou 2 de julho, tem que se inscrever até 31 impreterivelmente.
O PDV prevê que o funcionário admitido até 22 de maio de 75 receberá na demissão, além de seus direitos garantidos, um salário por ano até que complete sua aposentadoria; quem tem até dez anos de Banespa poderá receber um salário a cada 36 meses do seu tempo de serviço; de 10 a 15 anos, um salário a cada 30 meses; e acima de 15 anos, um salário a cada 24 meses.
Acordo - O acordo entre o governo paulista e a União para que o Banespa passe para o governo federal deverá ser fechado em uma semana, informou ontem a Secretaria da Fazenda de São Paulo. O secretário Yoshiaki Nakano já disse a assessores que este prazo é factível, e que não há entraves nas negociações.
O estado ofereceu como ativos para pagamento de parte de sua dívida a Fepasa e partes da distribuição da Eletropaulo e de geração da Companhia Energética de São Paulo (Cesp). Os ativos podem ser entregues agora ou depois de sua privatização, quando o governo federal receberia o correspondente em recursos. A informação foi confirmada por fonte do governo paulista.
No momento, assessores técnicos discutem aspectos jurídicos de salvaguardas do contrato a ser assinado, que inclui até a transferência para o governo federal de parcelas recolhidas do ICMS. Os técnicos analisam, por exemplo, a questão da arrecadação e o poder de pagamento.
Depois do acordo, o Banespa terá uma administração transitória, como no Banerj, com a escolha de uma empresa para administrá-lo e preparar a privatização da instituição. Outra alternativa é o retorno do banco ao controle de São Paulo, caso o estado tenha dinheiro para reavê-lo.

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