Rio de Janeiro - A Polícia Federal desarticulou uma quadrilha acusada de fraudar benefícios previdenciários de vítimas de desastres aéreos no país, entre outras. O prejuízo total aos cofres públicos é estimado em R$ 3 milhões.
A investigação identificou 165 casos ilegais de pensão por morte, aposentadorias e Loas (Lei Orgânica de Assistência Social) obtidas com documentos fraudulentos.
Segundo a superintendente regional Maria Alice Rocha Silva, a quadrilha contava com o auxílio de cinco servidores dos postos do INSS de São João de Meriti (Baixada Fluminense) e Santa Cruz (zona oeste do Rio).
Foram presas preventivamente 17 pessoas. Segundo a PF, os funcionários do INSS praticavam irregularidades para que outras pessoas recebessem pensões indevidamente. Os nomes dos suspeitos não foram revelados. Todos os benefícios irregulares foram suspensos.
A PF afirma que foram identificados ao menos nove casos referentes a acidentes aéreos, sendo quatro relacionados ao do voo 1907 da Gol (2006), dois do 3054 da TAM (2007) e três do 447 da Air France (2009).Os fraudadores miravam pessoas que morreram e não deixaram dependentes e forjavam relações de parentesco e dependência econômica para justificar a concessão de pensões irregulares.

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