Com o objetivo de produzir uvas de qualidade para atender às exigências do consumidor - que cada vez mais procura um produto de coloração e maturação uniformes, com cachos mais arrendondados e com teor de açúcar mais homogêneo - produtores de Bandeirantes (34 km a leste de Cornélio Procópio) estão cultivando uvas finas de mesa dentro de novos padrões tecnológicos e de qualidade.
Os primeiros resultados desse produto serão comercializados na ''Festa do Início de Colheita da Uva Fina de Mesa do Paraná'', que começou ontem e vai até domingo, no Bairro Água da Divisa, em Bandeirantes.
Com a orientação técnica que inclui formas de manejo, tipos de poda e adubação adequada, os produtores estão utilizando menos agrotóxicos no controle de pragas nos parrerais. ''Estamos desenvolvendo diversas pesquisas sobre formas mais seletivas e naturais no controle das pragas, e os benefícios são para o consumidor e produtor que antes se expunha muito na hora de aplicar o agrotóxico'', disse o técnico da Emater José Elias Evangelista.
''Um das pragas mais comuns são os ácaros que estão sendo combatidos com uma mistura à base de água, farelo de arroz e melaço de cana. O resultado é excelente'', comentou o produtor Francisco Meneghin.
A expectativa dos organizadores do evento é que cerca de 5 mil pessoas participem da festa, que terá entre suas atrações visitas técnicas às videiras e exposição de máquinas e implementos agrícolas. Os preços médios das uvas finas de mesa variam de R$ 1,20/1,30/kg da uva Itália, R$ 1,50/1,60/kg da uva rubi e R$ 1,60/1,80/kg da uva benitaka.

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