Uma placa na beira da Avenida Saul Elkind, na zona norte. Esse é único vestígio da Cidade Industrial de Londrina (Cilon), uma das principais bandeiras da administração do ex-prefeito Alexandre Kireeff (PSD), que pode não sair do papel. Quando deixou o governo, no fim do ano passado, Kireeff dizia que o parque industrial poderia começar a ser construído imediatamente. Mas, a atual administração, do prefeito Marcelo Belinati (PP), afirma que há muita coisa a fazer antes de implementar a Cilon, inclusive seria preciso rever o Plano Diretor da cidade, processo que pode demorar muito tempo.
A previsão era que as obras de infraestrutura tivessem início em agosto do ano passado, segundo uma entrevista do então prefeito Kireeff à FOLHA publicada em julho de 2016. O ex-presidente do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Bruno Veronesi, diz que a administração municipal anterior percorreu todos os trâmites para a implantação do parque industrial e que ficou faltando concluir o perfil de ruas para então iniciar as obras. "O projeto sofreu várias transformações ao longo do caminho. Por exemplo, o DER (Departamento de Estradas e Rodagem) exigiu que deixássemos espaço para o Contorno Norte, a Promotoria de Meio Ambiente fez exigências sobre a distância do Rio Jacutinga. Essas adequações atrasaram o projeto. Sabíamos que seria demorado", justifica.
O terreno destinado à Cilon fica na na Avenida Saul Elkind (sentido Londrina-Cambé) a 3,6 km da PR-445 e da BR-369.

Conjunto de leis que regulam o desenvolvimento do município.

O terreno pertencia à Companhia de Habitação de Londrina (Cohab-LD) e foi adquirido por R$ 24,7 milhões parcelados em oitos anos

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