Banda larga em Londrina é bem avaliada
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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Mie Francine Chiba <br>Reportagem Local 
Qual a real situação da velocidade da internet pelas cidades do Brasil? A resposta para esta pergunta é o que busca a Expedição WDC Abranet em 100 municípios de todas as regiões do País. O projeto vai percorrer, no total, 25 mil quilômetros com um carro laboratório para identificar a qualidade da internet banda larga e 3G no Brasil. Londrina foi o primeiro ponto de parada no Paraná. As medições começaram na quarta-feira e foram concluídas ontem.
O objetivo é fazer o mesmo caminho que a Telebrás. Peça-chave na implantação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) - que visa oferecer internet popular de 1 Mbps por R$ 35 -, a estatal planeja estender sua fibra ótica a fim de levar a internet a baixa custo a mais lugares do Brasil. ''A Telebrás vai usar sua fibra ótica em cima da linha de transmissão da Eletronorte, e sabemos que ela vai passar por aqui (Londrina)'', afirmou Vanderlei Rigatieri, diretor da Expedição.
Fazendo este trajeto, é possível tirar uma ''radiografia'' do País antes do PNBL. O intuito é realizar novamente a Expedição perto de 2014, quando termina o prazo para levar a internet popular por todo o Brasil, e verificar se o Plano Nacional da Banda Larga melhorou o sinal. ''Queremos que o Ministério das Comunicações (Minicom), Telebrás, Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Casa Civil, todos os que estão preocupados com a Banda Larga no Brasil tenham ciência da real situação de região para região'', justificou Rigatieri. Esta prévia da situação da internet também objetiva informar quais localidades devem ser priorizadas.
Definitivamente, segundo o diretor, Londrina não é uma prioridade. ''Aqui, a maioria dos provedores já está oferecendo o Mbps a preços próximos disso (R$ 35)'', aponta, completando que no Mato Grosso, por exemplo, a mesma internet é vendida por mais de R$ 150 ''e às vezes nem dá para oferecer toda esta velocidade''.
Rigatieri ressaltou o fato de Londrina ter acesso à internet via rádio - com cobertura abrangente -, celular, cabo e ADSL. Ele destacou ainda a existência de infraestrutura de Pontos de Troca de Tráfego (PTT) e de fibra ótica, esta última. ''O Ponto de Troca de Tráfego barateia o custo da internet para os provedores e faz com que o tráfego entre operadoras seja mais rápido'', explicou.
O diretor da expedição também valorizou que a cidade possui uma grande quantidade de operadoras em atividade, que trazem vantagens ao consumidor. ''Quanto maior a oferta, maiores as condições de o cliente conseguir um preço melhor.'' O profissionalismo dos provedores foi outro ponto positivo sobre a internet em Londrina. ''Não vimos aqui muitos provedores piratas. Em Campo Grande (MS), por exemplo, há mais de cem.''
''Até agora, vimos que a internet está bem profissionalizada, com oferta boa de infraestrutura. Começamos por aqui porque já sabíamos que iríamos encontrar uma situação favorável. Se fôssemos dar uma nota, daríamos uma nota alta à qualidade da rede em geral. Mas claro que terá os pontos desassistidos'', concluiu Rigatieri.
A Expedição começou em outubro do ano passado e já passou por cidades do Centro-Oeste. De Londrina, a Expedição segue para Maringá, Toledo e região, desce para Santa Catarina e Rio Grande do Sul e retorna passando pelas regiões de Curitiba e Pinhais. A previsão é que o trabalho termine em junho, quando será gerado um banco de dados a que todos os interessados poderão ter acesso pelo portal da Expedição (www.expedicaowdc.com.br). A WDC Networks é uma fabricante e distribuidora de produtos de valor agregado nos segmentos de Telecomunicações e de Vigilância Eletrônica e teve apoio, entre outras entidades, da Associação Brasileira de Internet (Abranet).


