Bancos terceirizam redes de comunicação
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terça-feira, 19 de junho de 2001
Agência EstadoDe São Paulo 
O sistema bancário brasileiro apresenta uma tendência de terceirizar a prestação de serviços de telecomunicações, atendendo a regulamentações do Banco Central de redução nos custos operacionais, mas abrindo espaço para perda de controle de uma função relevante para a atividade principal. É o que afirmam os consultores Alberto Borges Matias da ABM Consulting e Carlos Daniel Coradi, presidente da EFC (Engenheiros Financeiros & Consultores).
Essa tendência de terceirização tem colaborado para que novas companhias ampliem seus investimentos no País para atuar nesse nicho de mercado. A Deutche Telecom que detém 51% do controle da Debis acaba de fazer acordo operacional com a empresa de tecnologia DBK para atuar no Brasil em terceirização dos serviços do mercado financeiro. Entre os alvos, as empresas seguradoras.
Wagner Copede, diretor da Debis Latin America, afirma que a empresa já terceiriza a área tecnológica da Mercedes-Benz e já tem como parceiro Concetto Mazzarella, vice-presidente da Associação Nacional das Instituições do Mercado Aberto (Andima) para focar a partir de agora o segmento financeiro brasileiro.
Alberto Borges Matias, consultor e professor da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo, afirma que os bancos brasileiros têm custos operacionais três vezes superiores à média internacional. Segundo o consultor, o ajuste do setor bancário nacional depende de maior escala que pode ser obtida ou com aumento de ativos de forma mais do que proporcional ao crescimento dos custos operacionais via fusões ou aquisições ou por uma redução dos custos operacionais.
Carlos Coradi, da EFC Consultores, observa que a tendência de terceirização atende também à Resolução nº 2669 de novembro de 1999 - assinada pelo presidente do BC, Arminio Fraga Neto - que estabeleceu que o total de recursos aplicados no ativo permanente (imóveis, equipamentos, por exemplo) dos bancos não pode ultrapassar 70% do patrimônio líquido (recursos próprios) a partir de 30 de junho de 2000; 60% a partir de 30 de junho de 2002 e 50% a partir de 31 de dezembro de 2002.


