São Paulo - Os bancos e seus funcionários tentam na próxima semana sair de um impasse que já levou a uma paralisação no último dia 25 e mantém viva a ameaça de greve no setor. Depois de cinco horas de negociação na quinta-feira, os dois lados voltam a sentar à mesa na próxima quarta-feira.
O que está em pauta é a reposição da inflação: os bancos oferecem 6% e os bancários rejeitam, alegando que o percentual não cobre sequer os 6,22% projetados a partir de números do Dieese. Mas o que está em jogo de fato, segundo o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Luiz Cláudio Marcolino, é a reivindicação de 17,58% em aumento real para a categoria.
Para fazer pressão, os bancários contam desta vez com os servidores da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil, que até o ano passado não acompanhavam a negociação da categoria. ''Ao invés de 238 mil trabalhadores, passamos a ter 400 mil negociando como um todo'', disse Marcolino, para quem o número deve ajudar a intimidar a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), do outro lado da mesa.
Mas, se de um lado aumenta o cacife dos bancários na negociação, a entrada de Banco do Brasil e Caixa também pesa no sentido contrário: fontes dizem que os bancos estatais tornam o entendimento ainda mais difícil. A federação não se pronuncia sobre o processo. Apesar da postura aparentemente intransigente, fontes que acompanham o processo á distância acreditam que os bancários aceitem um índice muito menor.

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