As novas moedas lançadas pelo governo no aniversário do Plano Real ainda não estão circulando em Londrina. Alguns bancos têm exemplares apenas para sanar a curiosidade da clientela. É o que acontece no Banco do Brasil, que não tem sequer previsão para a chegada de novas remessas, segundo o gerente de expediente interino da agência centro, João Tsuzuki. O banco é o responsável pelo suprimento de moedas em toda a região.
‘‘O Banco Central vai trocar as moedas aos poucos’’, diz Tsuzuki. O prazo de substituição é de oito anos. O BB recebeu há três meses um lote de exemplares novos, equivalente a R$ 7.880. ‘‘É mais para mostrar para os clientes’’, diz o gerente de administração, Luiz Alberto Gerhardt, que é colecionador.
A agência centro do Banco Itaú também mantém dez unidades expostas, também como amostras. Mas a dificuldade de encontrar as moedas é tão grande que muitos gerentes e funcionários ainda não conseguiram vê-las ao vivo.
Quando realmente entrar em circulação, o modelo mais cobiçado, na opinião de João Tsuzuki, será a de R$ 1 - ‘‘não apenas pelo valor, mas pela riqueza de detalhes’’, ele diz. ‘‘A moeda é bonita e deverá ser mais solicitada que a atual, feita de níquel’’, acredita. ‘‘Hoje, o banco nem tem moedas de R$ 1 no estoque por falta de demanda. Entre a cédula de papel e a moeda, a população ainda prefere a de papel’’.
A agência central do Banco do Brasil em Londrina é responsável pelo repasse de moedas para bancos em 25 municípios da região. As moedas vêm da Tesouraria Regional do Paraná do Banco do Brasil, que fica em São José dos Pinhais, na grande Curitiba.
A nova família de moedas é confeccionada em cobre, latão e numa liga de cobre com níquel, chamada de cupro-níquel. As moedas de R$ 0,01 e R$ 0,05 são de cobre. A de um centavo tem a figura de Pedro Álvares Cabral e a de cinco centavos, de Tiradentes. As de R$ 10 e R$ 25 são de latão e as figuras são de D. Pedro I e de Deodoro da Fonseca, respectivamente. A moeda de R$ 0,50, com a figura do Barão de Rio Branco, é de cupro-níquel e a de R$ 1 real, com a figura da efígie da República, tem duas cores: dourada por fora e prateada por dentro.

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