Bancos retomam negociação na terça
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sexta-feira, 29 de setembro de 2006
Agnaldo Brito<br>Agência Estado 
São Paulo - A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) aceitou ontem retomar a negociação com o Comando Nacional dos Bancários. A 7 reunião acontecerá na terça-feira, às 15 horas, em São Paulo. A Confederação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) promete transformar o encontro na última oportunidade de acordo. A categoria ameaça com greve por tempo indeterminado a partir de quarta-feira.
A Contraf, que reúne atualmente 108 sindicatos em todo o Brasil e representa 400 mil bancários no território nacional, alega ter 95% de representação da categoria. Na quinta-feira, dez sindicatos estavam mobilizados, com cerca de 80 mil adesões. A Contraf não confirmou o número. A última greve por tempo indeterminado dos bancários, em 2004, resultou em fracasso. A maior parte da categoria não aderiu ao movimento e obrigou o comando nacional a aceitar praticamente a proposta original oferecida pela Fenaban.
Desta vez, parece remoto um acordo entre banqueiros e bancários, que reivindicam aumento real de 7,05%, enquanto o conjunto de bancos oferta apenas 2%. O Comando Nacional dos Bancários afirma que o porcentual sequer cobre a inflação medida no INPC, que no período atingiu 2,85%.
A título de Participação em Lucros e Resultados (PLR), os trabalhadores também incluíram na negociação o pagamento de um salário integral, mais R$ 1,5 mil e uma distribuição linear de 5% do lucro líquido obtido pelos bancos no exercício. A Fenaban acenou com uma proposta mais tímida. Aceita pagar 80% do salário e mais R$ 816 para cada funcionário. A Fenaban informou ainda que os bancos que registraram lucro líquido superior a 25% no último período concordam em pagar R$ 500 por funcionário.
Segundo Magnus Apostólico, negociador da Fenaban, a parcela adicional do PLR é uma novidade neste ano e deve ser considerada pela categoria. ''É uma mudança para os próprios anos'', afirma. A Fenaban afirma que aguarda contraproposta dos bancários. Segundo ele, os bancos não irão negociar reajustes superiores a 2%.
Carlos Cordeiro, secretário-geral da Contraf, espera nova proposta da Fenaban na terça. ''Se vierem com a mesma provocação que fizeram na primeira oferta, vamos mobilizar a categoria para uma greve'', ameaça.


