Brasília- Os bancos continuam a reduzir o spread (ganho bruto com empréstimos) de operações de crédito em um ritmo inferior ao da queda dos juros. Em julho, a taxa média foi de 42,2% ao ano, contra 43,2% no mês anterior. Já o spread - diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa efetiva cobrada dos clientes - ficou em 27,5 pontos percentuais, uma queda de meio ponto. Ainda elevado, é o menor desde dezembro de 2004 (26,8 ponto percentuais).
O Banco Central vem promovendo cortes na taxa básica da economia, a Selic, desde setembro do ano passado. Hoje a taxa está em 14,75% ao ano.
O governo estuda adotar uma série de medidas para reduzir esse spread, como a criação do cadastro positivo, a portabilidade do crédito, o DOC reverso -o que permitiria transferir o dinheiro de uma conta para outra sem pagar CPMF- e a redução da contribuição dos bancos ao Fundo Garantidor de Crédito.
De acordo com o BC, a redução na taxa média em juros no mês refletiu principalmente a queda nas taxas relacionadas aos empréstimos com pessoa física, que caiu 1,5 ponto para 54,3% ao ano. O spread dessas operações foi de 39,7 pontos percentuais, uma queda de 0,9 ponto.
No caso dos juros no crédito consignado, a taxa caiu de 35,7% em junho para 35,1% em julho. Os empréstimos com desconto em folha estão dentro da modalidade de crédito pessoal, que atingiu em julho 59,8%, uma queda de 2,4 pontos em relação ao mês anterior.
Já a taxa do cheque especial caiu de 145,1% em junho para 144,1% em julho.
Na taxa de juros cobrada para a aquisição de bens (exceto veículos), foi registrada uma elevação de 2,1 pontos, para 59,6%.
Para as empresas (pessoa jurídica) a taxa média teve uma queda menor em julho, de 0,5 ponto, para 28,3%. O spread caiu 0,2 ponto, para 13,4 pontos percentuais.

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