Bancos reduzem aplicações em dólar em R$ 10 bilhões
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quinta-feira, 15 de novembro de 2001
Agência Folha<br>De Brasília 
Os bancos reduziram em R$ 10 bilhões suas aplicações em moeda estrangeira em outubro, segundo o Banco Central. Levantamento feito pelo BC mostra que, no mês passado, as instituições financeiras reduziram de R$ 25 bilhões para R$ 15 bilhões sua exposição líquida ao câmbio. Os valores incluem, por exemplo, dólares comprados no mercado e investimentos realizados no exterior.
Esse movimento indica que, em outubro, os bancos precisaram se desfazer de grande parte de suas aplicações em moeda estrangeira para se adaptar às novas regras fixadas pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) em setembro.
Os bancos são obrigados a manter um mínimo de capital para cobrir o risco das operações em moeda estrangeira. Em setembro, o CMN elevou o mínimo exigido. Com isso, as instituições financeiras foram obrigadas a escolher entre se desfazer de seus investimentos ou aumentar seu capital.
Ao anunciar as medidas, o diretor de Normas do BC, Sérgio Darcy, disse que o objetivo era limitar os riscos assumidos pelos bancos em operações de câmbio. O receio era que uma oscilação muito forte das cotações pudesse trazer prejuízos às instituições.
Com isso, mesmo que houvesse uma oscilação muito forte do dólar, os bancos teriam mais capital para garantir suas operações, evitando o risco de alguma instituição quebrar por causa de uma queda na cotação.
O levantamento do BC mostra que a maioria dos bancos optou por se desfazer de investimentos, em vez de aumentar o capital. A cotação do dólar em outubro, porém, ficou estável. A cotação média da moeda teve alta de 1,34%.
Além de limitar a exposição dos bancos ao risco das operações de câmbio, o BC também elevou em setembro a alíquota do compulsório dinheiro que os bancos são obrigados a recolher ao BC. O objetivo era retirar parte do dinheiro em circulação, para que os bancos tivessem menos recursos para comprar dólares.


