A oferta de produtos bancários para um público juvenil tem como principais objetivos fidelizar clientes e conscientizar consumidores. O cartão de crédito ou de débito para adolescentes - de 12 a 17 anos - é o primeiro passo para um relacionamento de longo prazo com o cliente, segundo os agentes bancários.
''Com esse modelo de produto, os adolescentes começam a se relacionar com o banco por intermédio dos pais e no futuro podem se tornar correntistas da empresa'', comentou a superintendente de produto de cartão do Banco Real, Maria Regina Botter. Pioneiro em oferecer serviços a universitários, recentemente o Real lançou um cartão de crédito para adolescentes, com limite definido pelos pais, e que para segurança não permite saques.
Segundo Maria Regina, com o Real Primeiro Cartão a idéia é antecipar esse relacionamento com o jovem e também oferecer independência para que ele possa gerenciar seus gastos. ''É também a oportunidades do adolescente estar em dia com a inovação e aprender a controlar o orçamento'', completou. Conforme a superintendente, foi realizada pesquisa de mercado para atestar o interesse e a necessidade desse produto. ''A gente percebeu que o filho gostaria de ter mais independência e os pais gostariam de monitorar esses gastos'', disse ela. A fatura do cartão do filho vai anexada à fatura do cartão do pai ou responsável.
Ao oferecer o cartão de débito para adolescentes, o Banco Bradesco também pensou na segurança e comodidade de seus clientes, além do processo de fidelização. ''Através de pesquisa, constatamos que os pais não querem mais que os filhos fiquem andando com dinheiro por uma questão de segurança, eles preferem o cartão pois é mais seguro'', comentou o superintendente de cartões do banco, Marco Valério Tescarolo. O Mini Card Buxx Young é um cartão pré-carregado, com no mínimo R$ 20 e no máximo R$ 5 mil.
Na Caixa Econômica Federal a oferta de produtos para jovens é ampla, conforme o gerente regional de pessoa física Carlos Roberto de Souza. Segundo ele, há um incentivo em primeiro lugar para que os pais abram uma caderneta de poupança, como primeiro passo para que o adolescente (ou mesmo uma criança) tenha uma conta no banco. Mas o banco também oferece o cartão mesada há oito anos, que tem por objetivo fazer com que o adolescente aprenda a administrar as finanças.
''O pai estabelece o limite e pode monitorar os gastos, pois a fatura vai junto com a do pai, mas em extratos separados'', comentou Souza. O limite do cartão mesada varia de R$ 50 a R$ 500. Dados da Caixa mostram que 15% dos cartões adicionais são para os filhos e que o produto mais utilizado ainda é o cartão poupança. (E.Z.)

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