Bancos planejam economia de 30%
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terça-feira, 12 de junho de 2001
Luciano Augusto De Londrina 
Além da mudança no horário de abertura e fechamento das agências bancárias, as instituições financeiras estão implementando outras medidas para atingir e tentar até ultrapassar a meta de reduzir o consumo de energia elétrica em cerca de 25%, firmada entre a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) e o governo federal.
As direções de bancos ouvidas pela Folha anunciam metas ambiciosas. O gerente geral da agência centro da Caixa Econômica Federal (CEF) de Londrina, Luiz Carlos Martins, adiantou que a intenção é atingir uma economia de 30%. A mudança no horário, segundo ele, ajuda porque praticamente elimina o chamado pós-atendimento. Como muitos clientes permaneciam na agência após as 16 horas, o expediente interno acabava se arrastando até perto das 20 horas, atingindo o horário de pico de consumo. Na segunda-feira, primeiro dia do novo horário, as luzes da agência foram apagadas às 18 horas, segundo Martins. Além disso, a iluminação da fachada foi desligada e o ar condicionado, que responde por 70% do consumo total, não está sendo usado em período integral. Os caixas-eletrônicos, por sua vez, desligam-se automaticamente após as 22 horas. Antes, ficavam ativados a noite toda.
Na opinião de Martins, a adequação à essa nova realidade não será difícil. Os bancos têm essa gordura para queimar, disse. Outro ponto positivo e que deve ajudar o esquema de racionamento dos bancos é o fato de que a compensação de cheques, que antes era realizada à noite, hoje é eletrônica e praticamente simultânea. Com isso, os terminais de computador são desligados mais cedo. Na verdade, são todas essas ações integradas que geram economia, diz.
O HSBC também espera ultrapassar as metas. Segundo a assessoria de imprensa do banco, a instituição vem se preparando para o racionamento de energia desde 1998, quando começou a substituir equipamentos das agências por outros mais econômicos.
Além disso, o banco adotou outras medidas: o expediente nos prédios administrativos foi encurtado em uma hora; de cada grupo de três elevadores um foi desligado; foram instalados geradores nas agências que não dispunham do equipamento; luminosos e tótens foram desligados; após as 17 horas, as luzes internas são desligadas e permanecem acesas apenas as das salas de auto-atendimento e o ar condicionado só é acionado quando a temperatura ultrapassa os 23 graus. De acordo com dados divulgados pela assessoria, a redução do consumo de energia foi de 10% já no primeiro semestre deste ano.
No grupo Itaú (incluindo o Banestado) a economia estimada é de 11% para as agências e de 15% nos prédios administrativos e demais unidades que não prestam atendimento ao público. Para tanto, o grupo implementou uma série de medidas: colocou sensores de presença em áreas de circulação; a temperatura de operação do ar condicionado foi aumentada; a intensidade da iluminação interna foi diminuida; foram instalados reatores eletrônicos com desligamento automático; houve corte no funcionamento de um terço dos elevadores.
A instituição, conforme informações da assessoria de imprensa, também está implementando um programa de redução de consumo de energia elétrica junto aos funcionários que inclui cartilha, folhetos, posters e premiação para funcionários e agências.
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