Bancos mantêm juros altos
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 11 de outubro de 2006
Flavio Leonel<br>Agência Estado 
São Paulo- Levantamento divulgado ontem pela Fundação Procon-SP mostrou que, apesar de o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) manter o processo de cortes graduais na taxa básica de juros (atualmente em 14,25% ao ano) desde setembro de 2005, as taxas médias de juros praticadas pelos bancos não seguem o mesmo processo de queda e ficaram praticamente estáveis na capital paulista em outubro.
Segundo a pesquisa, realizada nos dias 3 e 4 deste mês com dez instituições financeiras, a taxa média de empréstimo pessoal foi de 5,33% ao mês (86,39% ao ano), o que representou variação negativa de apenas 0,01 ponto porcentual sobre setembro. Já a taxa média de cheque especial permaneceu inalterada em 8,16% ao mês (156,44% ao ano), mesmo porcentual do mês anterior.
Na avaliação da instituição, que é vinculada à Secretaria da Justiça e de Defesa da Cidadania do governo do Estado de São Paulo, mesmo com a taxa básica em declínio e a grande oferta de crédito disponível atualmente, o levantamento indicou que o consumidor ainda ''destina boa parte de seu rendimento para o pagamento de juros''.
A Fundação Procon-SP destacou ainda que foi feita uma modificação na pesquisa divulgada em setembro sobre a taxa de empréstimo pessoal, que provocou impacto no estudo do mês seguinte. De acordo com a instituição, o banco HSBC forneceu informação incorreta sobre a taxa praticada nesta modalidade, o que provocou alteração na taxa média ao mês - de 5,29% para 5,34% - e da equivalente ao ano, de 85,65% para 86,71%. ''Considerado o pedido de retificação do banco, formalizado duas semanas após a divulgação da pesquisa de setembro, o levantamento de outubro segue com base de dados já corrigida'', destacaram os técnicos da instituição.
Maiores e Menores- Em outubro, o estudo da Fundação Procon-SP constatou que a maior taxa de cheque especial foi cobrada pelo banco Itaú (8,50% ao mês) e a menor foi verificada na Caixa Econômica Federal (7,20% ao mês). No período, não houve quaisquer alterações nas taxas praticadas pelas instituições financeiras em relação ao mês anterior.


