Bancos já demitiram 57 trabalhadores este ano em Londrina
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quarta-feira, 26 de junho de 2013
Lucas Emanuel Andrade - Redação Bonde 
A cada três dias, um bancário perde o emprego em Londrina. Segundo dados do Sindicato dos Bancários da cidade, 57 funcionários foram demitidos neste ano. Conforme a categoria, os maiores bancos são os que mais demitem. No Itaú e Santander foram 12 trabalhadores, no Bradesco 10 e o HSBC 7.
Em entrevista ao Portal Bonde, o presidente do sindicato Wanderley Crivellari afirmou que, no ano passado, foram 128 demissões, sendo que pelo menos metade dos trabalhadores pediu para sair. "Não estavam aguentando o ritmo de trabalhado", justifica. Por conta da agenda de demissões, são constantes as operações "Demitiu, Parou" organizadas pela classe. "O sindicato não sai da porta dos bancos há muito tempo. Não deixamos passar uma demissão".
Crivellari comentou sobre a defasagem de funcionários na cidade. Para atender a demanda, cada banco teria que ter, no mínimo, cinco guichês em funcionamento. "Poucas agências atendem essa demanda. As que tem mais de cinco são as mais movimentadas e necessariamente teriam que ter mais guichês".
O presidente do sindicato fez duras críticas às instituições financeiras, apontando que a situação caótica no atendimento das agências seria proposital.
"Eles reduzem o número de funcionários, sobrecarregam os que ficam e isso gera filas nas agências. Isso é feito de propósito, para que os clientes percam tempo esperando. Os bancos não estão preocupados em dar bom atendimento à população. Os donos querem ver a população longe das agências, buscando meios alternativos. Não se procura banco no açougue. O povo tem que ser atendido dentro do estabelecimento bancário".
Diante do cenário, o presidente lembrou que, entre diversas reivindicações, o sindicato luta pela realização de uma conferência nacional do sistema financeiro. O objetivo é discutir o papel das instituições financeiras.
"É preciso repensar o papel dos bancos. Hoje banco só existe para ganhar dinheiro em cima dos funcionários e da população".


