Bancos investem em clientes de baixa renda
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segunda-feira, 31 de maio de 2004
Agência Folha 
São Paulo - Os bancos estão investindo na bancarização da população de baixa renda. Exemplo disso é o crescimento de 7,2% no número de contas correntes para essa fatia da população, que passou de 66,7 milhões em 2002 para 71,5 milhões para 2003.
Outro indicador, segundo a consultoria Booz Allen Hamilton, é o número de correspondentes bancários - loterias, padarias, agências de correio -, que passou a contar com 15.874 postos de atendimento em 2003, um aumento de 13,8% em relação a 2002.
A consultoria apresentará outros dados sobre o fenômeno da bancarização da população durante o Congresso e Exposição de Tecnologia da Informação das Instituições Financeiras (Ciab 2004), evento que começa amanhã no Transamérica Expo Center.
A pesquisa da Booz Allen Hamilton - realizada com a população de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Ribeirão Preto - mostra que 57% da população das classes C e D têm conta corrente. ''Se pensarmos no Brasil todo, o número é bem próximo disso'', disse o vice-presidente da consultoria, Jorge Maluf.
Segundo ele, os cidadãos das classes C e D representam cerca de 60% da base de clientes dos bancos de varejo. ''É preciso que os bancos dediquem uma atenção especial para esta faixa de público, pois são clientes que poderiam ser bem mais rentáveis.'' Maluf, da Booz Allen Hamilton, disse que os bancos só têm a ganhar investindo nesta fatia de público.
De acordo com a pesquisa, apenas 34% desta população têm cartão de crédito. Apesar disso, 70% já receberam uma proposta para ter o seu primeiro cartão. ''Cerca de 59% dos pesquisados afirmam que não querem o cartão por medo do endividamento e do risco de perder o controle do orçamento.''
A pesquisa considera como representantes da classe D as pessoas com renda média mensal de dois a quatro salários mínimos. São integrantes da classe C quem ganha de quatro a dez salários mínimos.


