O governo argentino conseguiu ontem um empréstimo de US$ 1,2 bilhão de seis bancos privados que operam no país. Os bônus pagaré (letras) adquiridos por essas instituições financeiras são semelhantes aos colocados ontem pelo governo, mas com prazo de dois anos.
Esse novo crédito para socorrer o país, porém, não sensibilizou o mercado, que ainda duvida da capacidade de o governo argentino implementar as medidas econômicas anunciadas na segunda-feira, com as quais pretende atrair novos investimentos e incentivar o consumo interno.
A queda generalizada nos mercados internacionais também ajudou a derrubar, mais uma vez a Bolsa de Buenos Aires. O índice Merval operava em baixa de 3,46% às 16h30 (17h30 de Brasília).
Analistas consultados pela Agência Estado comentaram que o impacto das medidas – se aprovadas pelo Congresso – nas contas fiscais do governo argentino no próximo ano não asseguram em nada as metas de solvência e o cumprimento da lei de responsabilidade fiscal.
ApoioO presidente Fernando Henrique Cardoso dará uma demonstração de apoio e confiança na recuperação econômica da Argentina ao encontrar-se hoje pela manhã com o presidente argentino Fernando De La Rúa, que está em visita oficial à Espanha. Ontem, na chegada a Madri, ele manifestou sua confiança na recuperação econômica Argentina e afirmou que a melhor maneira de o Brasil ajudar o parceiro latino-americano ‘‘é continuar crescendo’’. Nos bastidores, entretanto, interlocutores próximos ao presidente não escondem a preocupação com a gravidade do problema.