Bancos ficam em 2º lugar no ranking
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 14 de março de 2003
Agência Folha 
São Paulo O setor financeiro ficou em segundo lugar no ranking de reclamações do Procon em 2002, com 24% das queixas: 62,5 mil. Problemas com títulos de capitalização e cobranças irregulares colocaram duas empresas do setor entre as três piores do levantamento geral. Além disso, empresas de cartão de crédito e os principais bancos de varejo estão presentes na lista dos 50 mais.
Em segundo lugar no ranking geral - atrás apenas da Embratel - e em primeiro no setor financeiro, ficou a Sul América Capitalização. Segundo o Procon, vários consumidores que tentaram fazer um financiamento para comprar automóveis e imóveis acabaram adquirindo títulos de capitalização - sem saber - e não conseguiram receber o que pretendiam comprar. Algumas das 1.041 reclamações recebidas foram encaminhadas para o Ministério Público, já que 787 ficaram sem acordo.
Em segundo lugar no ranking financeiro - e terceiro no geral - está a empresa de cobrança Credisul Recuperadora de Crédito, que, segundo o Procon, comprou uma carteira extinta da empresa IV Comércio e realizou cobranças de várias faturas, sendo que a maioria delas já havia sido quitadas. Foram 927 reclamações, 785 não resolvidas.
Os bancos mais citados no ranking foram a Caixa Econômica Federal (241 reclamações), o Itaú (199) e o Santander (162). Mas todas as grandes instituições de varejo estão presentes na lista. As principais reclamações se referem a falhas em transações eletrônicas e cobrança por serviços não solicitados pelos consumidores.
Também apareceram várias empresas de outras áreas, mas que fornecem cartões de crédito, como C&A e Pão de Açúcar. Na área de cartões a recordista foi a Fininvest.
A empresa de telemarketing responsável pela venda do produto de emagrecimento Porangaba, a Teledio, liderou o ranking de reclamações do Procon na área de alimentos em 2002.
Segundo o Procon, as principais reclamações se referiam a problemas de cobrança, não-entrega de produtos e protesto em cartório. Ou seja, os consumidores não receberam o produto, mas foram cobrados. Ao não pagarem a fatura, tiveram seu nome enviado para protesto.
Junto com outras empresas de telemarketing, a Teledio foi proibida pela Vigilância Sanitária de comercializar o produto, por não ter autorização do Ministério da Saúde. O Procon ressalta que nenhuma das reclamações apresentadas foi resolvida pela empresa.
Ainda no ranking de alimentação, foram citadas as empresas Pão de Açúcar, Sonae, Nautilius Comércio de Pescados, Natumed e Coca-Cola.


