Os maiores fundos dos bancos em renda fixa fazem uma gestão mais passiva, investem o recurso do cliente em títulos públicos pós-fixados atrelados à Selic. Por isso, rendem menos. A explicação é de Juliana Sitta Queiroz, planejadora financeira pessoal certificada pela Planejar (Associação Brasileira de Planejadores Financeiros). "Depois de deduzidas as altas taxas de administração, os bancos retiram do cliente parte de sua rentabilidade", afirma.

Ela ressalta que os fundos com maior rentabilidade têm uma gestão mais ativa, utilizando de crédito privado em parte de seus portfólios. "Os títulos de crédito privados são títulos de dívidas gerados entre duas partes, um emissor (empresa) e o credor. Eles são emitidos quando uma empresa necessita captar recurso para um projeto. Quem compra esses títulos está emprestando recurso para a empresa que os emitiu", explica. A planejadora ressalva que, nesses casos, o risco é maior. "É aquela velha história: quanto maior o retorno, maior o risco."

Em relação aos fundos de ações, Sitta alega que eles apresentam melhor performance devido à melhora das expectativas macroeconômicas no País. "Essas boas expectativas já estão precificadas na bolsa. Se elas forem confirmadas, é de se esperar que os fundos melhorem ainda mais." Ela lembra, no entanto, que renda variável é um investimento de longo prazo. "Assumir um pouco mais de risco pode ajudar a melhorar a rentabilidade da carteira do investidor. Mas é preciso saber onde se está investindo, definir o perfil e os objetivos do investidor e seu horizonte de investimento", aconselha. (N.B.)

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