Bancos estudam criação de rede de lojas só para pagamentos
PUBLICAÇÃO
domingo, 30 de julho de 2006
Folhapress 
São Paulo - Os bancos já estudam a criação de uma rede de lojas para recebimento de contas, pagas em dinheiro, como forma de reduzir as filas nos caixas das agências bancárias. O projeto, inspirado nos modelos de Chile e Argentina, é uma das alternativas para agilizar o atendimento bancário, segundo Johan Ribeiro, assessor jurídico da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban).
Hoje, 45% dos usuários dos caixas tradicionais ficam mais de 15 minutos na fila para serem atendidos, segundo pesquisa feita pela TNS Interscience para a Febraban. O que lota as agências, principalmente nos primeiros dez dias de cada mês, é o fluxo de pessoas de baixa renda que pagam contas e boletos em dinheiro.
A pesquisa, que será apresentada no 1º Congresso Brasileiro de Meios Eletrônicos de Pagamentos, na quarta e na quinta desta semana, mostra que 67% dos que enfrentam filas nos bancos têm renda mensal inferior a R$ 1 mil. Em 78% dos casos, essas pessoas pagam em dinheiro. Em sua maioria, eles buscam as agências mais próximas do local de trabalho ou de moradia para essas transações. Segundo a pesquisa, em 79% dos casos, usam caixas de bancos nos quais não têm conta.
Uma solução seria ampliar a rede de correspondentes bancários que funcionam em supermercados, agências dos correios, farmácias e lotéricas. Esses postos avançados só recebem contas de água, luz e telefone. ''A tendência é que o setor busque formas alternativas às agências bancárias para a prestação de serviços'', diz Ribeiro. Uma opção é a criação de lojas especializadas em recebimento de contas. Ele cita como exemplo a rede Servpag, no Chile, criada por dois bancos locais e que atende a cerca de sete instituições financeiras. Os usuários podem sacar dinheiro e fazer pagamentos na mesma loja.


