Bancos estrangeiros querem Banestado
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 01 de abril de 1998
Carmem Murara 
Arquivo FolhaEnxugamentoGarcia Cid: Mudanças visam diminuir custos em agências que podem funcionar com estrutura reduzidaDois bancos estrangeiros sinalizam com a possibilidade de comprar o Banestado quando ele for a leilão dentro de um ano. As duas instituições financeiras internacionais, Santander e Banco de Boston, teriam sondado a situação do banco e pedido informações para a consultores do governador Jaime Lerner. O banco espanhol Santander tem interesse na rede de bancos estaduais.
A venda do Banestado ainda não tem data para ser realizada. A operação depende da aprovação do Banco Central. O governo do Estado tem buscado no exterior possíveis compradores para o banco. No início de janeiro, um dos assessores ligados à diretoria do Banestado viajou para Nova York para fazer uma sondagem sobre o mercado financeiro. O Bank Boston foi visitado na época e teria mostrado interesse na compra.
Um dos principais conselheiros do governador tem feito viagens frequentes para a Europa, onde estaria procurando futuros compradores para o Banestado. O Banestado tem um patrimônio líquido de R$ 450,6 milhões (número do último balanço publicado no ano passado). O capital social da instituição é de R$ 385,4 milhões.
Ontem a diretoria colegiada do Banestado reuniu-se em Curitiba e decidiu reduzir de 10 para seis o número de superintendências no interior do Estado. O corte será feito nas próximas semanas e os superintendentes já começam a ser avisados que perderão a função. Durante a reunião ficou acertada ainda a extinção ou fusão de três das 19 diretorias do banco e a manutenção da venda da Banestado Reflorestadora. As mudanças fazem parte do processo de enxugamento e reestruturação do Banestado para preparar o banco para a venda.
A extinção atinge a Diretoria de Crédito Rural e Operações Especiais. Já a Diretoria de Informática passará para o controle da Diretoria de Administração, enquanto a Diretoria de Controle será absorvida pela de Operações. Com exceção da Reflorestadora, que será vendida, o Banestado vai ser leiloado para a iniciativa privada com todas as demais empresas que compõem o Conglomerado, afirma o secretário da Fazenda, Giovani Gionédis.
No caso das superintendências, que se espalhavam pelas cidades de Londrina, Maringá, Cascavel, Ponta Grossa, Umuarama, Santo Antonio da Platina, Pato Branco, São Paulo, Nordeste e Curitiba, elas serão reduzidas para seis. As superintendências serão baseadas nas regiões Norte, Noroeste, Sudoeste, Centro, Interestadual (São Paulo) e Curitiba. Todo o processo de mudança nas superintendências deve durar no máximo um mês. A redução é para diminuir custos e despesas em agências que podem funcionar com uma estrutura mais reduzida, afirmou o presidente do Banestado, Manoel Garcia Cid. Ele disse que 3 mil funcionários de um total de 10 mil que trabalham no banco serão demitidos.


