É possível tirar proveito da valorização das Bolsas de Valores sem correr o risco de perder o capital ou resgatar um valor menor do que o aplicado em ações. Boa parte dos bancos está ofertando uma modalidade de fundo que, pelo perfil de aplicação dos recursos em carteira, embute uma pitada de risco, mas preserva a segurança para o investidor que está migrando da renda fixa para a variável. Uma ponte necessária para que o investidor principiante em ações não bata em retirada em seguida, num momento de solavanco como o que passam as Bolsas no momento. Senão por outros motivos, porque o imediatismo ou o curto prazo não combina com quem quer lucrar nas Bolsas.
A idéia do produto, conhecido como fundo garantidor de capital ou hedge, é proporcionar total segurança ao investidor. Mas, como não existe mágica nem na sofisticada engenharia financeira, a rentabilidade também é proporcional à segurança oferecida. Não espere, por exemplo, uma remuneração idêntica à do Índice Bovespa (IBovespa), que reflete a oscilação das 47 ações mais negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo. O ganho corresponde, quando muito, a 50% da variação do IBovespa em determinado período, de uma data-base a outra do fundo.
Rendimento Para entender por que o investidor tem assegurado sempre o saque do capital aplicado, é preciso deixar claro que de 94% a 95% do patrimônio é investido em aplicações de renda fixa, vale dizer, sem nenhum risco. Os restantes 6% a 5%, empregados em ações, contratos de Índice Bovespa futuro e de opções, é que determinam basicamente o nível de rentabilidade. Mas o investidor não leva esse rendimento. O que vai para o bolso dele equivale, em geral, de 30% a 50% da valorização do Índice Bovespa, entre uma data e outra de aniversário do fundo. Se a variação do IBovespa for negativa nesse período e houver resgate, o investidor recebe o saldo existente na última data de aniversário.
Supondo-se uma aplicação em fundo iniciada em 23 de maio que vence de 60 em 60 dias. Se fizer saque total hoje, o investidor receberá o capital e um rendimento equivalente de 30% a 50% da variação do Ibovespa no período, dependendo do fundo. Caso a oscilação tenha sido negativa, terá direito ao resgate do valor aplicado. Fica claro que a aplicação envolve uma aposta. Os fundos são atraentes apenas se os juros no período forem inferiores ao resultado obtido com a aplicação do porcentual sobre o IBovespa.
Se houver necessidade de saque no meio do caminho, o valor será calculado pela cota do dia do pedido de retirada ou do da aplicação, o que for menor entre eles.
Prazo Os bancos trabalham com prazos variados de aplicação: 60, 63, 90 e alguns de até 180 dias. O mais usual no mercado é o de 63 dias ou 9 semanas. Em caso de novas aplicações fora do vencimento da aplicação inicial, o banco abre novas contas, a cada semana, se for o caso.

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