Londrina - Economista e professor da Faculdades Paranaense (Faccar), de Rolândia (região metropolitana de Londrina), Márcio Massaro afirma que os bancos estão receptivos a negociar dívidas com seus clientes. Quem estiver "enrolado" no crédito rotativo ou no cheque especial deve procurar o gerente para um acordo. "O banco vai baixar a taxa do cartão, vai parcelar a dívida, ou abrir uma nova linha de crédito mais viável", afirma. O cliente pode tomar um empréstimo numa linha mais em conta como o crédito consignado para quitar o cartão ou cheque especial.
Entrar no rotativo, de acordo com ele, é a pior escolha. "Se a pessoa vai fazer uma compra no cartão que não tem certeza se vai poder pagar daqui a um mês, então ela não deve comprar de jeito nenhum. O rotativo do cartão vira uma bola de neve. A pessoa entra num círculo vicioso do qual nunca mais consegue sair", declara.
O economista e professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Adilson Volpi, concorda com Massaro. "Quem tem dívida em cartão ou cheque especial deve procurar negociar o quanto antes. Os bancos estão acolhendo mais os clientes para acordo", declara. A melhor opção é tentar um empréstimo com juros mais baixos para quitar a dívida de cartão ou cheque especial.
Ele ressalta que os clientes também podem usar a portabilidade bancária, para tentar obter uma taxa melhor em outro banco. Mas isso é só para quem está com o pagamento de empréstimo pessoal em dia.
Para o economista, o fato de as taxas de crédito consignado para trabalhador da iniciativa privada terem subido mais que as do servidor público (que têm estabilidade) é sinal da preocupação dos bancos com o desemprego. "Eles estão preocupados com a possibilidade dos tomadores dos empréstimos perderem seus empregos", declara.
Segundo o Banco Central, o consignado para trabalhadores do setor privado subiu 16% nos últimos 12 meses, de 32,7% ao ano para 38% ao ano. Já o aumento do crédito oferecido aos servidores públicos foi de 7%, de 24% para 25,7% ao ano.(N.B.)

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