Bancos estão mais cautelosos
Luiz Ronaldo de Oliveira, responsável pelo setor de um banco em Londrina que financia até 40 veículos por mês, revela que as instituições que entraram com agressividade no mercado já começam a ter problemas. Independentemente da febre de financiamentos, só liberamos o crédito depois de analisar com cuidado o cliente. Inadimplência, aqui, praticamente não existe. Mas por aí... Aqui, quando o cliente atrasa o pagamento, atrasa por alguns dias. Em seis meses, por exemplo, o banco não apreendeu nenhum veículo.
O gerente informa ainda que o contrato mais comum no mercado é o de até 24 meses, a juros que, dependendo da financeira, variam de 2,8% a 3,5% ao mês. Alguns bancos, diz ele, abrem mão de juros de mora ou de outros acréscimos para receber mais facilmente.
Outro gerente de uma agência bancária da cidade garante que a inadimplência e a apreensão de veículos não são tão alarmantes assim. Entende-se, então, que o problema é alarmante. No banco em que ele trabalha, a falta de pagamento dos financiamentos de veículos estaria atingindo 5% da carteira de clientes. Apreensão de veículos, só em último caso - afirma.
A mesma fonte que pede para não ser identificada comenta que a política do banco preza muito o bom pagador e sempre dá uma chance para os outros. Nós sempre procuramos um meio de negociar; dependendo do caso, o banco espera até dez dias ou mais para avisar o cliente, por telefone, que a prestação está em atraso. A notificação por escrito sai bem depois - diz ele. Se formos comparar este início de ano com o mesmo período do ano passado, a situação é tranquila; apreendemos dois veículos até agora.
O consórcio já ganhou um outro tratamento do Banco Central. Os grupos formados a partir de agora não pagarão mais que 2% de multa e 1% de juro no atraso da prestação. Já os grupos em andamento - que costumam aplicar multa de 10% - ficam livres para decidir em assembléia se adotam ou não a norma do BC.
Quanto ao leasing, há uma expectativa no mercado de que a procura aumente. O freio imposto pelo governo no financiamento de crédito ao consumidor não afeta essa espécie de contrato de aluguel de veículos, com opção final de compra. O leasing também aplica taxas de juros, mas ficando fora do arrocho, pode vir a ser uma opção mais em conta.





