Bancos esperam taxas mais altas até o final de 2008
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terça-feira, 05 de agosto de 2008
Folhapress 
São Paulo - Pesquisa da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), divulgada ontem, apontam que os juros básicos do país devem subir com mais força até o final deste ano e devem cair mais vagarosamente no ano que vem.
Em junho, o levantamento da Febraban mostrava que a maioria dos bancos acreditava que a taxa Selic encerraria o ano em 14,25%. Na pesquisa de hoje, essa projeção subiu para 14,75% - número maior do que o previsto pelos analistas consultados pala FOLHA de Londrina. O maior ajuste, no entanto, ficou por conta da expectativa para dezembro de 2009: a taxa Selic prevista saltou de 12,50% para 14%.
Os analistas indicam que a retomada de um ciclo de baixa na taxa de juros ocorra de forma mais lenta e gradual, afirma o economista da entidade, Nicolas Tinga.
Dentro do cenário internacional, os fatores mais citados pelos analistas como relevantes para mudanças nas expectativas são: reavaliação nos preços das commodities; deterioração da economia norte-americana; aumento da pressão inflacionária no cenário global; e diminuição da taxa de crescimento na economia global, acrescenta.
Há, no entanto, um dissensão importante entre os bancos pesquisados: 79% das instituições financeiras ouvidas acreditam que o atual ciclo de aperto monetário será conter suficiente para conter a inflação nos termos desejados pelo governo. Isto é, acreditam que o choque nos juros vai trazer para o centro da meta (4,5%) em 2009. Outros 21%, no entanto, avaliam o choque atual ainda não será suficiente, quer dizer, em tesem
Apesar da expectativa de que os juros subam ainda mais neste ano, os economistas dos bancos não revisaram para baixo suas projeções para o crescimento da economia. A taxa esperada de crescimento do PIB (soma das riquezas produzidas no país) continua em 4,79%, com expectativa de 3,90% para 2009.
A pesquisa da Febraban foi feita junto aos 33 bancos associados da federação, entre eles, Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, entre outros.


