Bancos espanhóis não devem deixar o País
São Paulo Depois dos boatos que correram durante esta semana e de uma matéria publicada no jornal espanhol Cinco Dias que assegurava que os bancos Santander e BBVA iriam deixar a Argentina, temendo a quebra do sistema financeiro local o Santander adiantou-se em desmentir o fato, e o BBVA se manteve reticente na questão.
Ontem de manhã, o Santander declarou por meio de um porta-voz oficial que o banco não está planejando sair da Argentina, mas confirmou que não vai investir mais dinheiro no país. O Santander está disposto a sacrificar os balanços de suas filiais argentinas para não ter de abandoná-las, disse ele.
Em nome do presidente do banco, Emílio Botín, o funcionário garantiu que o Santander só deixaria a Argentina em caso de falência total do sistema financeiro, com os bancos perdendo tudo o que investiram por lá.
O BBVA, por sua vez, não fez nenhum comentário sobre o assunto. Seu porta-voz disse apenas que este e outros temas serão discutidos na próxima reunião para prestação de contas e resultados referentes ao exercício 2001.
O jornal Cinco Dias assegurou em sua edição de ontem que os bancos espanhóis sediados na Argentina estariam temendo que o presidente Eduardo Duhalde, pressionado pelos fortes protestos populares, acabe não levando adiante as restrições financeiras que impôs aos saques bancários e se veja obrigado a voltar atrás com o curralzinho, plano que tem como função evitar a fuga de capital e manter a liquidez dos bancos e, se o presidente não levá-lo adiante, isso pode significar a quebra do sistema financeiro argentino.





