Brasília - A taxa média de juros cobrada pelos bancos no uso do limite do cheque especial atingiu 158,8% ao ano em junho. Essa taxa representa um aumento de 0,4 ponto percentual em relação a maio, quando os juros eram de 158,4% ao ano. Em 12 meses, a taxa de juros do cheque especial acumula uma alta de 11,7 pontos percentuais.
No caso das pessoas jurídicas, a conta garantida, que funciona como um cheque especial das empresas, registrou, em junho, taxa de 62,8% ao ano, contra os 65% ao ano de maio.
Para pessoas físicas, sob operações de crédito pessoal, a taxa de juros incidente no mês passado foi de 80,8% ao ano, enquanto em maio era de 82% ao ano. Na aquisição de bens, a taxa foi de 45,1% ao ano, contra 41,5% ao ano do mês anterior.
A taxa de juros média cobrada pelos bancos em operações de crédito atingiu 59,6% ao ano em junho, contra os 59,5% ao ano registrados em maio. A diferença representa um acréscimo de 0,1 ponto percentual no mês e, em 12 meses, a taxa de juros já subiu 4 pontos percentuais.
A taxa cobrada das operações de pessoas físicas em junho atingiu 70,4% ao ano, contra os 70% ao ano do mês anterior. Para pessoas jurídicas, a taxa ficou em 42,3% ao ano, contra os 43% ao ano de maio.
O spread geral (diferença entre a taxa de captação dos bancos e o juro cobrado ao consumidor) das operações de crédito atingiu em junho 37,1% ao ano, contra os 40,3% registrados em maio.
Os dados constam da nota de juros e spread bancário divulgada ontem pelo Banco Central.

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