Brasília - As operações de crédito no País continuaram se recuperando em abril, com aumento no volume de dinheiro emprestado pelos bancos, queda dos juros e redução do nível de inadimplência. As taxas cobradas ainda estão bastante elevadas, se comparadas a de outros países, mas em algumas modalidades estão nos menores níveis já verificados. Nos empréstimos para pessoa física, por exemplo, o juro médio caiu de 64% para 63,3% ao ano, o menor porcentual registrado desde 1995. ''A taxa ainda é alta, mas é a mais baixa da série histórica'', comentou o chefe do Departamento Econômico (Depec) do Banco Central, Altamir Lopes.
O estoque de empréstimos feitos pelos bancos subiu 2,1% no mês passado, atingindo o montante de R$ 425,6 bilhões. Segundo Lopes, boa parte desse aumento foi puxada pelas empresas exportadoras. ''Tivemos um crescimento muito forte nas operações de financiamento de importações e exportações, em linha com o desempenho do comércio internacional de mercadorias'', disse. Todos os segmentos econômicos registraram algum tipo de aumento no volume de empréstimos.
Junto com o aumento no volume de dinheiro emprestado, os bancos reduziram mais uma vez os juros cobrados. A taxa média caiu de 45,3% ao ano para 44,7%, o menor nível desde setembro de 2002. Os juros cobrados das empresas tiveram pequenas elevações, que, no entender de Lopes, não preocupam, já que a taxa média acabou caindo de 30,4% para 29,9% ao ano.
Para o cidadão comum, entretanto, todas as modalidades de crédito tiveram reduções em suas taxas. O cheque especial, por exemplo, apesar de continuar sendo o financiamento mais caro do País, caiu pelo 13º mês consecutivo e atingiu uma taxa média de 140,2% ao ano, próximo aos 138,8% apurados em dezembro de 1999, o menor já registrado. Em abril de 2003, os bancos cobravam 178,5% ao ano de cheque especial.

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