O Bradesco anunciou ontem que terá mais R$ 16 bilhões disponíveis para novos empréstimos devido à liberação de parte do depósito compulsório e da flexibilização das regras contábeis dos bancos, anunciada pelo Banco Central (BC). "O BC só pode fazer isso porque tinha uma gordura. As regras prudenciais do BC são uma das mais severas quando comparadas a outros países. Ele tinha possibilidade de fazer isso sem descumprir os acordos internacionais", disse o presidente do Bradesco, Luiz Trabuco, que vê as medidas como "importantes para romper o ciclo vicioso de previsões negativas".
O professor de economia Adilson Antonio Volpi acredita ainda que a medida beneficie o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. "É um ajuste para poderem emprestar mais, porque devem estar no gargalo de crédito e porque o governo pode usar os bancos públicos para induzir o mercado a aumentar a oferta, sem precisar elevar o capital nos dois."
Para o economista Luciano D’Agostini, os bancos são os maiores beneficiados com as medidas e que os juros não caem por pressão dos banqueiros. "É uma tentativa de gerar ânimo na economia e é decisão política, porque até setembro ou outubro pode aparecer dinheiro no comércio", diz. (F.G./Com Folhapress)

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