Bancos elevam taxas para o consumidor
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quinta-feira, 18 de novembro de 2004
Flavio Leonel<br>Agência Estado 
São Paulo As taxas de juros de cheque especial e empréstimo pessoal para pessoa física ficaram praticamente estáveis em novembro, mas apresentaram tendência de alta, conforme pesquisa mensal divulgada ontem pela Fundação Procon-SP. No levantamento, realizado entre os dias 8 e 9 deste mês com dez instituições financeiras, a taxa média para cheque especial permaneceu em 7,99% ao mês e a de empréstimo pessoal apresentou aumento de 0,06 ponto porcentual, para 5,25% ao mês. As taxas equivalentes ao ano são de 151,65% e 84,76%, respectivamente.
''O resultado da pesquisa neste mês confirma o movimento altista das taxas de juros'', diz o Procon-SP. ''O aumento foi pouco expressivo. No entanto, sinaliza uma inversão de trajetória'', explica o órgão, acrescentando que este é o segundo mês consecutivo de variação positiva da taxa média do empréstimo pessoal, após um período de 15 meses ininterruptos com variações negativas (julho de 2003 a setembro de 2004), e que a taxa do cheque especial também vinha decrescendo desde maio de 2003, com alguns períodos de estabilização.
Segundo o Procon-SP, a maior taxa de cheque especial foi cobrada pelos bancos Itaú, HSBC e Real (8,25% ao mês) e a menor foi verificada na Caixa Econômica Federal e no Banco do Brasil (7,33% ao mês). No período, apenas o HSBC (acréscimo de 0,06 ponto percentual, representando variação de 0,73% em relação à taxa de outubro) e a Caixa (alta de 0,03 pp e variação de 0,41%) elevaram as taxas. Nas demais instituições, não houve mudança.
A taxa mais elevada no empréstimo pessoal também ficou por conta dos bancos Itaú e Real (5,70% a.m.), enquanto a Nossa Caixa estipulou a taxa menos expressiva (4,10% a.m.). Nesta modalidade, os aumentos foram promovidos novamente pelo HSBC e pela Caixa Econômica Federal. O primeiro alterou a taxa, de 5,01% para 5,09% a.m., o que representou acréscimo de 0,08 pp e variação de 1,60% em relação à taxa de outubro. Já a Caixa modificou, de 4,49% para 4,99% a.m., um acréscimo de 0,50 pp e variação de 11,1 4%.
De acordo com o Procon-SP, os recentes aumentos de juros promovidos pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central trazem a necessidade de o consumidor realizar maior planejamento dos gastos, especialmente se estes estiverem atrelados a empréstimos e financiamentos.
''Nesta época do ano, as instituições credoras abrem muitas possibilidades de negociação para o pagamento de débitos pendentes. Convém que o consumidor priorize o pagamento de suas dívidas, antes de ceder aos apelos de consumo, que já começam a surgir com as ofertas que antecedem as festas de fim de ano'', observa o órgão.


