São Paulo - Empresas e bancos brasileiros no exterior preparam US$ 1 bilhão em captações, entre operações de mercado e financiamentos com instituições financeiras. Esse montante não considera os US$ 125 milhões obtidos ontem pelo Banespa em uma emissão de notas de nove meses. A captação - segunda do banco em 2003 - superou em duas vezes e meia o montante inicialmente proposto, que era de US$ 50 milhões. A taxa de juros paga aos investidores foi a mínima ofertada, de 6,375% a o ano.
Na última terça-feira, o Banco Modal fechou uma operação de US$ 23 milhões, a terceira do período de guerra (após ABN Amro e Petrobras), enquanto a CPFL lançou oferta aos investidores. Segundo fontes do mercado, a intenção da CPFL é captar US$ 50 milhões, por seis meses.
Entre as outras operações em andamento está a securitização de fluxos financeiros do Bradesco, com valor mínimo de US$ 200 milhões. Nesse tipo de estrutura, os títulos lançados são garantidos por ordens de pagamentos de clientes no exterior.
Já a Sabesp está estruturando uma captação de US$ 200 milhões, visando o pagamento de bônus que vencem em julho, informou esta semana o secretário de Energia, Recursos Hídricos, Saneamento e Obras de São Paulo, Mauro Arce. No entanto, ainda não está definido se a operação será no exterior.

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