Três dos cinco bancos pré-qualificados para a privatização do Banestado se manifestaram ontem, durante reunião com a diretoria, favoráveis ao adiamento da venda do banco paranaense para depois do leilão do Banespa, marcado para meados de novembro. Os representantes dessas entidades financeiras defenderam a mudança na data, pois temem comprar o Banestado e ficar sem fôlego para disputar o Banespa, considerado hoje a menina dos olhos do sistema financeiro nacional.
Itaú, Bradesco e Unibanco demonstram ser os mais entusiasmados com o Banespa, mas não escondem que também têm muito interesse no Banestado. Os três bancos travam uma corrida para se tornarem a maior rede bancária nacional.
Os diretores e técnicos dos cinco bancos credenciados para a privatização do Banestado passaram das 9 horas às 17 horas, em uma sala do hotel Bourbon, tirando dúvidas sobre a estrutura e potencial do Banestado. A reunião, que no meio financeiro é conhecida como ‘‘over view’’, foi a portas fechadas e contou com as presenças de representantes de todas as empresas coligadas do Banestado, além do presidente Reinhold Stephanes e diretoria.
A organização do encontro recebeu elogios por parte do ABN-Amro, que tem sido considerado um dos mais interessados na compra do Banestado. Bradesco também tem sido apontado como um dos mais estruturados para o leilão do banco paranaense, que ocorre no dia 17 de outubro, na Bolsa de Valores do Paraná.
Bradesco, Itaú e ABN-Amro levaram para o ‘‘over view’’ maior número de representantes, 20 cada um. O Unibanco esteve representado por 11 funcionários e consultores e o Santander por três. Cada um teve um tempo para uma apresentação e depois ouviram as colocações das diretorias do Banestado.

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