Bancos de montadoras já aumentam juros este mês
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terça-feira, 24 de abril de 2001
Agência Estado De São Paulo 
Pesquisa realizada ontem pela Agência Estado apurou que os juros cobrados nos financiamentos de automóveis pelos bancos de montadoras tiveram elevação em abril. Os bancos Ford, Volkswagen e DaimlerChrysler já estão cobrando taxas mais elevadas, enquanto o Banco Fiat estuda reajuste e deve divulgar sua decisão até hoje. O Banco GM recusou-se a responder à pesquisa.
A pesquisa anterior foi realizada entre os dias 2 e 5 de abril, e todos as taxas ficaram abaixo das apuradas ontem. A taxa mais baixa agora é a do Banco Volkswagen, de 2,09% ao mês, para carros novos com entrada de 50%. A maior, de 2,74% ao mês também é do Banco Volkswagen, para automóveis usados com 30% de entrada. Na pesquisa anterior, as taxas mensais variavam entre 1,99% e 2,25%.
A elevação das taxas em relação às tabelas antigas foi desigual. O Banco Volkswagen reajustou sua tabela entre 4,78% e 5,03%. Já o Banco Ford aumentou suas taxas entre 6,85% e 25,11%, enquanto o Banco DaimlerChrysler promoveu altas entre 11,27% e 20,60%.
A alta nos juros reflete a elevação da Selic, a taxa básica referencial de juros, e das taxas dos contratos futuros. Ambas dispararam em abril, principalmente por causa da instabilidade gerada pelas dificuldades econômicas da Argentina. Os aumentos promovidos pelas montadoras indicam o repasse dessa alta dos juros para o consumidor final.
ScaniaA Scania vai reajustar em 5,8% os preços dos caminhões da marca a partir do dia 2 de maio. A montadora informou que não promovia aumento há mais de um ano e atribui a medida aos custos da energia elétrica, matérias-primas como o aço , e à elevação do dólar. O aumento não será aplicado, por enquanto, nas vendas do consórcio nacional da marca, mas somente na comercialização dos veículos no varejo. De janeiro a março, a montadora obteve uma participação de 29% nas vendas de caminhões pesados (com capacidade acima de 30 toneladas) no mercado brasileiro, com a comercialização de 1,3 mil unidades, num mercado de 4,4 mil caminhões pesados.


