Os bancos de Maringá já começam a adequar a escala de pessoal para atender o novo horário de funcionamento. ‘‘Aguardamos apenas determinações para promover as mudanças’’, explica o gerente da agência Maringá do Banco do Brasil, José Sanches Navarro. A maior dúvida é a jornada dos postos bancários instalados em órgãos públicos e empresas. As agências vão adotar o horário das 9 da manhã às 14 horas. ‘‘Acredito que vai ajudar na economia’’, diz Navarro.
O gerente explica que hoje o processamento de dados na compensação de cheques e documentos bancários atinge o maior movimento das 18 às 20 horas. Justamente no horário de pico no consumo de energia. Navarro acredita ainda que a mudança não vai afetar o atendimento. ‘‘Hoje os clientes quase não procuram o banco, optando por outras alternativas como o pagamento de contas em casas lotéricas’’, exemplifica.
O diretor do Sindicato dos Bancários de Maringá, Aldi Cezar Mertz, discorda de Navarro. ‘‘A redução da jornada é ruim e vai prejudicar os usuários’’, afirma. Mertz lembra que a entidade sempre defendeu a ampliação do horário de atendimento ao público, de preferência das 8 às 18 horas. ‘‘Desde que se respeite a jornada de seis horas, mas para isso os bancos teriam que contratar’’, lembra. Ele acha também que seria preciso medir a economia que a mudança vai proporcionar. ‘‘Para ver se compensa’’.

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