O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luis Carlos Mendonça de Barros, quer a Chapecó em condições de se tornar uma nova Perdigão. ‘‘Por isso estamos encaminhando sua venda para outro grupo privado, que pode ser o Socma, da Argentina (Sociedade Macri)’, disse.
Barros, que também é presidente do Conselho de Administração da Chapecó - em nome do BNDES - e lidera toda a negociação para a transferência de controle, informou que hoje uma reunião com os bancos credores para confirmar a aceitação da proposta da Socma. Ele afirmou que não sabe da existência de outra proposta de compra, como chegou a ser divulgado na sexta-feira.
O problema principal na negociação está no fato de que a Socma aplicará mais US$ 150 milhões na Chapecó e quer que se perdoe uma parcela ponderável da dívida de US$ 310 milhões, para iniciar um trabalho sério de recuperação da companhia, revelou um executivo envolvido nas negociações. Barros salientou que a Chapecó sofreu problemas a partir do momento em que a família que o controlava resolveu entrar na vida política de Santa Catarina. A Chapecó foi criada pela família Denes, hoje afastada do negócio.
Para o presidente do BNDES, a Chapecó tem todas as condições de reeditar o caso Perdigão, que sofria problemas sérios e que, ao ter o seu controle transferido, passou por uma reestruturação séria e tornou-se uma das maiores empresas da área de alimentação no País.

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