São Paulo - O balanço do sistema bancário nos oito anos do Plano Real mostra concentração em um número menor de instituições, aumento de eficiência e de lucratividade em todo o período.
Dados do Banco Central apontam que o número de bancos no Plano Real diminuiu de 246 em 1994 para 181 em 2001. O número de bancários reduziu-se de 1,1 milhão para 403 mil na mesma época.
O lucro líquido (ganho) sobre o patrimônio (recursos próprios) passou de 10,8% em dezembro de 1994 para 17,1% em dezembro de 2000 e 17,8% em dezembro de 2001, segundo dados da consultoria Austin Asis.
O presidente da Austin Asis, Erivelto Rodrigues, observa que a lucratividade dos bancos deve ser semelhante em 2002 e que houve aumento na eficiência das instituições durante o Plano Real. O indicador de eficiência relaciona custo operacional em relação aos ganhos da intermediação financeira. Quanto menor esse índice maior a eficiência do sistema, explica Rodrigues.
Esse índice de eficiência demonstrou melhoria contínua no Plano Real, saindo de 78,4% em dezembro de 1994 para 65,1% em dezembro de 2001. A redução no número de funcionários foi compensada com pesados investimentos no setor de automação bancária.
De acordo com pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), os bancos destinam anualmente 9,7% do patrimônio (recursos próprios) a investimentos em tecnologia da informação, mais do que o dobro da média da economia nacional.
Segundo dados da Federação Brasileira das Associações de Bancos (Febraban), a utilização intensiva de informática permitiu a automatização integral de 72,6% das transações bancárias.

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