Ainda que timidamente, os bancos começam a baixar os juros nas operações de crédito. Há novidades principalmente no cheque especial. Em 20 de junho, o Banco Santander lançou o Supercheque. Pelo sistema, quanto mais o cliente utiliza o limite, menor é o juro cobrado até um valor que represente 95% desse limite. Assim, quem usa até 30% do limite paga cerca de 8,4% ao mês, no momento; entre 30% e 70%, 6,83% ao mês; entre 70% e 95%, 5,25% ao mês. Já quem utiliza mais de 95% do limite paga 10,5% ao mês.
No Banco do Brasil, os juros mensais, que ficavam entre 8,1% e 9,1%, agora variam de 6,9% a 7,9%. No HSBC Bamerindus, a queda para os clientes preferenciais foi de 9,79% para 8,90%; para os clientes ‘‘premier’’, de 7% para 6,80%. Além disso, o banco ampliou o limite de 250 mil correntistas entre 25% e 100%.
Nos últimos três meses, o Unibanco vem tocando um processo de redução dos juros no cheque especial. O recuo das taxas, que já alcançou 400 mil correntistas, é decidido caso a caso. As taxas cobradas pela instituição no cheque especial variam de 6,9% a 12,8%. Além disso, o Unibanco lançou o InvestConta. No produto, o cliente ganha um limite equivalente a 80% do saldo aplicado em fundos, CDBs ou caderneta, a juros de 3,5% ao mês. Quando a conta fica no vermelho, o banco utiliza antes essa linha de crédito, mais barata. O limite do cheque especial é usado apenas se o cliente estourar o limite do InvestConta. No entanto, quase sempre é mais interessante sacar da aplicação do que recorrer a esse crédito.
Bancos como o Real, BCN, Excel Econômico e Bandeirantes oferecem outro tipo de promoção no cheque especial, pela qual o cliente pode utilizar a linha por alguns dias sem pagar juros.

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