Bancos classificarão clientes até julho
Agência Estado
De Brasília
O Conselho Monetário Nacional (CMN) adiou ontem o prazo para que os bancos classifiquem os clientes que tenham feito empréstimos ou financiamentos considerando a pontualidade e a capacidade para o pagamento. Na mesma reunião, o Conselho autorizou mais dois bancos estrangeiros a expandir suas atividades no País e a abertura de conta em moeda estrangeira para seguradoras, resseguradoras e corretores de resseguros. A medida só é válida, no entanto, para o caso dos seguros e resseguros pagos em moeda estrangeira. Como os de frotas aéreas, por exemplo.
Em dezembro último, o CMN havia fixado o prazo para a classificação de clientes em 1º de março. Com a mudança de ontem, os bancos terão até 31 de julho para classificar as pessoas que tenham tomado emprestado valores acima de R$ 500 mil. E, numa segunda etapa, que tem prazo final em 31 de julho, as instituições deverão classificar os clientes que tenham contraído dívidas entre R$ 50 mil e R$ 500 mil.
Segundo explicou o diretor de Normas do Banco Central, Sérgio Darcy, tão importante quanto o pagamento da operação em dia, também será a análise da capacidade do cliente de pagar os recursos tomados nas instituições. A partir destas análises os bancos estarão classificando os clientes de AA que além de bom pagador tem condições de honrar o débito até o H. Este será aquele cliente considerado um mau pagador.
Para o grosso das operações de crédito, ou seja, aquelas até R$ 50 mil, as instituições poderão classificar o cliente com base apenas no atraso ou em critérios próprios. No total estas operações chegam a 33 milhões e significam 98,72% de todas as operações concedidas pelos bancos. Mas considerando o volume de crédito, elas representam a parcela de 21,84%. Ao mesmo tempo, as operações acima de R$ 500 mil significam apenas 0,09% das operações de crédito mas respondem pela parcela de 66,26% dos recursos emprestados pelos bancos.
As operações da fase 2, que são aquelas entre R$ 50 e R$ 500 mil, representam um total de 399 mil, mas apenas 1,20% das operações e 11,90% do volume de crédito. Darcy admitiu que, com o adiamento do prazo, o governo atendeu a um pleito dos bancos, mas ressaltou que os problemas do bug do milênio, na passagem do ano, trouxeram uma sobrecarga às instituições. Elas também terão uma redução de custo, segundo ele, fazendo a classificação por etapas.





