A taxa média geral de juros cobrada pelas instituições financeiras em julho foi de 58,3% ao ano, ou seja, foi registrado um aumento de 2,7 pontos percentuais em relação ao patamar verificado em junho (55,6% ao ano). A elevação da taxa média de juros se deveu, segundo o Banco Central, ao aumento da taxa Selic nos últimos cinco meses e às incertezas que vêm afetando o mercado financeiro.
De acordo com o BC, a taxa média de juros das operações com pessoas físicas atingiu 69,9% ao ano em julho, um aumento de 2,7 pontos percentuais em relação aos 67,2% ao ano registrados em junho.
Com relação à taxa média de juros das operações com pessoas jurídicas, o valor atingido foi de 42% ao ano em julho. Isso representa uma elevação de 2,6 pontos percentuais, pois a taxa se encontrava em 39,4% ao ano em junho.

O juro médio cobrado pelos bancos em suas operações com o cheque especial aumentou 2,9 pontos percentuais de junho para julho. Em junho, a taxa estava em 147,1% ao ano. Em julho, a taxa atingiu o patamar de 150% ao ano.

No crédito pessoal, a taxa também sofreu um aumento de junho (74,4% ao ano) para julho (78,6% ao ano). A elevação registrada foi de 4,2 pontos percentuais. Para a aquisição de veículos, os bancos elevaram a taxa em 3,4 pontos percentuais de um mês para o outro. Os juros cobrados nessa modalidade atingiram o patamar médio de 42% ao ano em julho, contra 38,6% ao ano em junho.
O BC divulgou ontem também que o ''spread'' geral médio registrado pelos bancos em suas operações de crédito no mês de julho foi de 39,4% ao ano, um aumento de 1 ponto percentual em relação ao patamar de junho (38,4% ao ano). O ''spread'' nas operações com pessoas físicas passou de 50% ao ano em junho para 51% ao ano em maio, e, nas transações com pessoas jurídicas, aumentou para 23,1% ao ano em julho. Em junho, o ''spread'' das operações dos bancos com empresas estava em 22,2% ao ano. O ''spread'' é a diferença entre as taxas de captação dos bancos e a taxa cobrada dos tomadores finais.

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