A economia brasileira deverá crescer entre 2,2% e 2,5% neste ano. Essa é a opinião do G-10, grupo dos dez maiores bancos centrais do mundo, que se reuniu ontem na sede do BIS (Bank for International Settlement) para debater os problemas da economia mundial e seus efeitos sobre os mercados emergentes.
Durante a reunião, que contou com a presença do presidente do Fed (Banco Central dos Estados Unidos), Alan Greespan, ninguém escondia a preocupação de que os três principais pólos do sistema financeiro Estados Unidos, União Européia e Japão , estão passando por dificuldades e, pior, simultaneamente.
Sobre a situação no Brasil diante desse cenário, a perspectiva é de que a economia nacional também sinta os efeitos da desaceleração mundial, acentuados pela crise energética que atinge o País. ''A economia brasileira desacelerou significativamente, mas o principal é que o País deve continuar a crescer'', afirmou o representante do G-10 e presidente do Banco Central da Inglaterra, Sir Edward George.
Na avaliação do diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central, Daniel Gleizer, que foi convidado pelo G-10 para dar informações sobre a situação no Brasil, as estimativas das principais economias mundiais sobre o País coincidem com as previsões feitas em Brasília. ''Tudo indica que vamos conseguir que essa previsão se confirme, o que é melhor do que qualquer outra economia emergente da região'', afirmou Gleizer.
O diretor ressaltou que a principal consequência da desaceleração da economia mundial, para o Brasil, será sentida nas contas de capitais. Gleizer confirmou que o Banco Central foi abrigado a rever suas projeções de entrada de investimentos externos para este ano. ''A perspectiva inicial era de que o volume de investimentos chegasse a US$ 24 bilhões. Tivemos que rever para US$ 20 bilhões''.
Além de Brasil e México, a reunião da elite do sistema financeiro internacional contou com a presença do vice-governador do Banco Central da Argentina, Mario Blejer. A preocupação de Edward George é de que a desaceleração mundial poderá tornar a situação econômica argentina ainda mais difícil. (AE)

mockup